R. Sim. O texto diz que os povos de várias nações ouviram o
evangelho de Deus nas suas próprias línguas.
(2) Quando as pessoas ouviam os irmãos falarem em outras línguas
na igreja de Corinto, elas entendiam? I
Coríntios 14:2
R. Não. A Bíblia fala que a língua que estava sendo falada na
igreja era uma língua misteriosa que só Deus entendia.
(3) Então porque a língua falada em Atos
foi entendida e a língua falada em Corinto não foi entendida? Eram tipos
diferentes de línguas? I Coríntios 14:5, 27,28
/ Atos 2:5
Não. Acontece que em Atos 2 a língua foi entendida porque os
israelitas que viviam em outras nações, ao chegarem para celebrar a festa em
Jerusalém, em vez de ouvir os hebreus apóstolos falando em hebraico ou
aramaico, ouviram na língua da própria nação que vieram. Os apóstolos, por
exemplo, falavam em Japonês e os israelitas que tinham vindo do Japão ouviam o
evangelho em Japonês. Já em I Coríntios o irmão que tinha o dom de falar em
japonês falava a uma igreja só de Brasileiros que não sabiam o japonês. Esse é
o motivo do texto dizer que a língua era um “mistério” esse também era o motivo
da língua ser chamada de "estranha" e que somente Deus sabia essa
língua. Uma rápida compreensão do capítulo 14 de I Coríntios já mostra que a
condição para se falar em outra língua era a de ter interprete e caso não
houvesse isso a pessoa que tinha o dom deveria ficar CALADO na congregação (I Coríntios
14:28). Assim, fica claro que a mesma língua de nações recebida pelos Apóstolos
em Atos 2 é a mesma língua estranha falada na Igreja de Corinto e que a
invenção de uma doutrina encima de apenas um verso (I Cor. 14:2) “ninguém
entende, é um mistério e só Deus entende" é um pecado, uma vez que não é
isso que o contexto de todo capítulo diz.
De outro modo, imagine que o dom de línguas falado pelos Apóstolos
fosse, realmente, o mesmo que se fala hoje em dia nas Igrejas Pentecostais. A
irmandade estaria lá falando em uma suposta língua dos Anjos a qual ninguém
entendia. Dizendo: “irmãos, ninguém entende essa língua porque é um “mistério”
e "só Deus entende." Então chega ao conhecimento dos irmãos a carta
de Paulo dizendo que se não houvesse interprete os irmãos não deveriam falar a
língua estranha, teriam que ficar calados na Igreja, se Paulo já sabia que a
língua era um mistério e que só Deus entendia, então porque ele colocou como
condição para falar em línguas estranhas a interpretação? Ou seja, ele poderia
dizer: "Gente, não vou nem pedir para interpretar essa língua estranha,
pois sei que ela é indecifrável, o que não aconteceu, é claro.
A língua grega e a língua Hebraica, por exemplo, é estranha para
mim e para todos os irmãos de minha congregação e se algum pregador trouxer uma mensagem em uma dessas línguas, caso ninguém a traduza, só Deus entenderá a
mensagem. O pregador até pode ser edificado, pois ele entende o que está
falando, mas minha Igreja não. Por isso, quando Paulo diz que a língua falada
na Igreja era um mistério que só Deus entendia e que essa língua edificava
somente a pessoa que falava, ele não estava fazendo uma definição de como era o
dom de línguas, mas criticando os irmãos que estavam usando o dom do céu sem
pensar no principal papel de um dom: edificar a Igreja de Deus.
Além do mais, para se falar a língua estranha a pessoa deveria
esperar uma ordem: falar no máximo três pessoas e uma de cada vez (I Coríntios 14:27).
Dessa maneira, percebe-se que o dom de línguas verdadeiro se
evidenciou por capacitar de maneira sobrenatural os homens a falarem em outras
línguas de nações, com o objetivo de atingir um fim proveitoso que era o de
levar a mensagem a toda criatura que estava debaixo do céu. No entanto, a
pessoa que recebia o dom deveria usá-lo com sabedoria e não sem foco. Falar a
palavra de Deus em Hebraico para um brasileiro não era o plano de Deus.
Agora se Paulo repreendeu a Igreja por estar usando o verdadeiro
dom sem o propósito de edificar, imagine o que Paulo falaria caso ele visse
hoje as Igrejas usando um espúrio dom de Línguas que além de não edificar ainda
causa escândalo a obra de Deus? Pessoas falando de uma só vez, com aparência de
loucura, uma língua indecifrável que acompanhada de gritos e movimentos
frenéticos nada tem a ver com que acontecia lá na Igreja de Corinto ou na
descida do Espírito Santo em Atos 2. Certamente que Paulo bradaria: “Que
fizeram com a Igreja de Deus!" Se você ainda está nessa de
"lamaxuria, sirianda, sirimalakaia" saia dessa meu irmão, isso não é
o dom de línguas genuíno...
Ah se você conhecesse o Espírito Santo de ter um contato com ele e não de ouvir falar Dele.
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