Espero com esse Blog fazer o pesquisador refletir sobre a origem de sua fé, ou seja, tenho uma fé baseada nos princípios ensinados pelos profetas, por Jesus e pelos apóstolos? Ou sigo doutrinas ensinadas a partir do século III (Apostasia) ou a partir do século XVI ( Reforma)?
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
terça-feira, 2 de julho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO: CERTO OU ERRADO?
Um tema que é considerado
como uma verdade quase que absoluta no meio cristão é a obrigatoriedade dos
dízimos. Esse é intocável. Não o usam
para construir Igrejas. Não o usam para ajudar os pobres. Dizem que décima parte
de toda renda deve ser entregue para o sustento dos pastores e que a não
devolução põe o cristão na condição de infiel ou ladrão.
Mas será que a não
devolução do dízimo na nova aliança faz da pessoa um infiel ou um ladrão? Pois
bem, define-se dízimo como a décima parte do fruto da terra, dos cereais e dos
frutos das arvores, bem como de todo gado que era separado para Deus. As
pessoas responsáveis por receber esses dízimos eram os sacerdotes leviticos,
tudo segundo a lei Levítico 27:30-32.
Ao receber o dízimo os próprios sacerdotes também separavam o dízimo, o chamado
dízimo dos dízimos e devolvia para o sumo sacerdote (Números 18:21-31) Esses alimentos eram comidos por esses
intercessores no templo. Como essa tribo, os levitas, não possuía recompensa em
Israel, Deus lhes deu todo dízimo do fruto da terra e do gado como recompensa.
O profeta Malaquias fala que haveria uma benção na lavoura para aqueles que não
deixassem faltar alimentos no templo, isto é, o devorador (pragas do campo) não
estragaria a roça de ninguém (Malaquias
3:10-11).
Havia dois tipos de
dízimos: dízimo anual e dízimo trienal.
Os dízimos anuais eram trazidos ao lugar que o Senhor separou para
adoração. Diz as escrituras que se uma pessoa morasse muito longe do Santuário
ela deveria vender o dízimo e quando chegasse em Jerusalém comprar novamente as
comidas e as bebidas e comer com sua família na presença de Deus. O dízimo
trienal era comido na própria cidade onde a pessoa morava. Ela deveria convidar
o levita, o estrangeiro e o órfão para comer o dízimo e beber, alegrando-se na
presença do Senhor (Deuteronômio 14:
23-29).
Então podemos relacionar o
dízimo a três pontos importantes: Santuário terrestre, sacerdócio Levítico,
sacrifícios e comidas. A não devolução do dízimo atrapalhava o ministério
sacerdotal, pois era a forma de manter e sustentar o sacerdócio. Sem os
sacerdotes as pessoas não poderia se achegar a Deus, uma vez que eles eram os
intercessores e, por meio dos sacrifícios com sangue, perdoava as transgressões
do povo e evitava que as pessoas morressem na presença de um Deus tão santo
cuja Glória se manifestava em cima da Arca da Aliança.
Sabe-se que toda lei que havia
na Antiga Aliança cujo cumprimento se deu em Cristo foi abolida. Os Cristãos
não mais sacrificam cordeiros porque Cristo veio como o cumprimento de todos
aqueles animais que morriam pelas pessoas. Os animais pré-figuravam o
verdadeiro CORDEIRO que viria. O filho de Deus é nosso sacrifício e justiça.
Assim, com a perda de sentido dos sacrifícios, o santuário também perdeu seu
valor e objetivo, anulando o sacerdócio levítico. E da mesma forma que os
sacrifícios eram figuras do salvador que viria, os sacerdotes também eram símbolos
daquele que viria no futuro para ser o ÚNICO intercessor entre Deus e os
homens, Cristo Jesus.
Todos os sacerdotes da
Antiga Aliança, Melquisedeque, sacerdócio Levítico tiveram seu cumprimento em
Cristo. Por isso que a Bíblia relata que com a mudança do sacerdócio e lei
também mudou (Hebreus 7:12) Essa é a
lei que Paulo tanta fala que foi mudada, não a lei dos Dez mandamentos, mas as leis
do santuário e do sacerdócio que estavam relacionadas diretamente com os
Dízimos. Quando Jesus aprovou o sistema de dízimo, aprovou porque ainda estava
em pé o sistema sacerdotal levítico, o santuário ainda não havia perdido seu valor
e importância, pois Jesus ainda não morrera (Mateus 23:23).
Portanto, é um erro
acreditar que a entrega de dízimo a partir do novo testamento, aos pastores, é
uma forma de continuar com entrega de dízimos que se fazia antes para os
sacerdotes no templo. É um erro relacionar o santuário com a igreja e por os
pastores como mediadores entre Deus e os homens. O sistema de Dízimo se encerrou com o fim da
lei. A lei que era transitória precisava manter os sacerdotes com alimentos o
que não acontece na Nova Aliança, uma vez que cristo como sacerdote não
necessita de nenhuma assistência humana para se manter.
Os apóstolos não vieram
para assumir os postos dos levitas, Jesus é que veio. A igreja Cristã do
primeiro século, por exemplo, sobrevivia com as contribuições e oferta em dinheiro
dos irmãos sem a estipulação percentual de 10%. Não havia grandes associações,
cada igreja pagava o salário de seu pastor. Salvo a Igreja de Corinto que, por
um tempo, não pagou o salário do apóstolo Paulo. Ele ainda diz que deixou de
trabalhar e de receber salários em outros lugares para anunciar a palavra de
Deus gratuitamente em Corinto. Se os dízimos eram uma obrigatoriedade no novo
testamento para sustentar o “pastor –sacerdote”, como dizem hoje em dia, Paulo
não poderia abrir mão desse direito, pois assim fazendo, automaticamente,
contribuiria com a infidelidade dos irmãos (I
Coríntios 9:1-16, II Coríntios 11:7-9, 12: 16,17). Paulo abriu mão de seu salário porque sabia
que as contribuições não eram estipuladas em percentuais e com a obrigação de
entregar ao pastor. As contribuições teriam que vir, como aconteceu quando Moisés
fez o apelo para o povo de Israel para construir o templo, pelo mover do
Espírito Santo nos corações. O ex-fariseu fala da importância de contribuir com
alegria segundo o que se tem proposto no coração (2 Coríntios 9:7).
Além do mais, mesmo que os
membros quisessem continuar com o sistema de dízimo da Antiga Aliança, que era
segundo a lei, deveriam levar somente OS FRUTOS DA TERRA E DO GADO, dinheiro não
era aceito, sob nenhuma condição, como forma de dízimo, e não porque não havia
dinheiro, pois o dinheiro era aceito como contribuição para outras tarefas no
santuário (2 Reis 22:3-7), mas
porque o próprio Deus estipulou que dízimo deveria ser somente comida. No comentário de Mateus 23:23 Jesus menciona “hortelã”
“endro” e “cominho” tudo alimento. Em Malaquias 3 o profeta fala da importância
de haver comida na casa de Deus. Quando
a pessoa morava muito longe do lugar do santuário, ela vendia seus alimentos-
dízimos e viajava com o dinheiro. Chegando ao lugar onde estava o santuário,
ela não entregava o dinheiro ao sacerdote, mas comprava novamente os alimentos
e as bebidas para comer com sua família e com o sacerdote, alegrando-se na
presença do Eterno. (Deuterônimo
14:23-26)
Nem dinheiro e nem metal
precioso era aceito como dízimo. Quem garimpasse 200g de ouro puro, por exemplo,
não tinha que levar 20g para o sacerdote e muito menos vender para levar o
lucro. Caso alguém tivesse uma roça e um comércio no antigo testamento, segundo
a lei de Deus, a sua obrigação para com o Senhor, seria somente com a produção
da agricultura e não com o lucro do seu comércio.
Assim, dizer que todo
cristão deve levar a décima parte de sua renda bruta para os pastores com base
em textos que se referia à lei que foi abolida com a mudança do sacerdócio levítico
para o sacerdócio de Cristo é uma falácia. As Igrejas de hoje devem ser
sustentadas com contribuições e ofertas do coração. Quem não é dizimista não é infiel
e muito menos ladrão. É sempre um privilégio contribuir com a obra de Deus, sem
dúvida, à medida que contribuímos com liberalidade, com alegria e amor, agradamos
o Senhor, porém é inadmissível que organizações religiosas, sob o pretexto de
estar preocupado com a fidelidade dos irmãos, vigiem a vida de seus membros ou
insinue o dízimo de dinheiro como prova de obediência.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
AS LÍNGUAS ESTRANHAS FALADAS NAS IGREJAS PENTECOSTAIS SÃO AS MESMAS LÍNGUAS ESTRANHAS FALADAS PELOS APÓSTOLOS?
(1) Quando as
pessoas ouviram os apóstolos falarem em outras línguas, elas entenderam? Atos 2:7-11
R. Sim. O texto diz que os povos de várias nações ouviram o
evangelho de Deus nas suas próprias línguas.
(2) Quando as pessoas ouviam os irmãos falarem em outras línguas
na igreja de Corinto, elas entendiam? I
Coríntios 14:2
R. Não. A Bíblia fala que a língua que estava sendo falada na
igreja era uma língua misteriosa que só Deus entendia.
(3) Então porque a língua falada em Atos
foi entendida e a língua falada em Corinto não foi entendida? Eram tipos
diferentes de línguas? I Coríntios 14:5, 27,28
/ Atos 2:5
Não. Acontece que em Atos 2 a língua foi entendida porque os
israelitas que viviam em outras nações, ao chegarem para celebrar a festa em
Jerusalém, em vez de ouvir os hebreus apóstolos falando em hebraico ou
aramaico, ouviram na língua da própria nação que vieram. Os apóstolos, por
exemplo, falavam em Japonês e os israelitas que tinham vindo do Japão ouviam o
evangelho em Japonês. Já em I Coríntios o irmão que tinha o dom de falar em
japonês falava a uma igreja só de Brasileiros que não sabiam o japonês. Esse é
o motivo do texto dizer que a língua era um “mistério” esse também era o motivo
da língua ser chamada de "estranha" e que somente Deus sabia essa
língua. Uma rápida compreensão do capítulo 14 de I Coríntios já mostra que a
condição para se falar em outra língua era a de ter interprete e caso não
houvesse isso a pessoa que tinha o dom deveria ficar CALADO na congregação (I Coríntios
14:28). Assim, fica claro que a mesma língua de nações recebida pelos Apóstolos
em Atos 2 é a mesma língua estranha falada na Igreja de Corinto e que a
invenção de uma doutrina encima de apenas um verso (I Cor. 14:2) “ninguém
entende, é um mistério e só Deus entende" é um pecado, uma vez que não é
isso que o contexto de todo capítulo diz.
De outro modo, imagine que o dom de línguas falado pelos Apóstolos
fosse, realmente, o mesmo que se fala hoje em dia nas Igrejas Pentecostais. A
irmandade estaria lá falando em uma suposta língua dos Anjos a qual ninguém
entendia. Dizendo: “irmãos, ninguém entende essa língua porque é um “mistério”
e "só Deus entende." Então chega ao conhecimento dos irmãos a carta
de Paulo dizendo que se não houvesse interprete os irmãos não deveriam falar a
língua estranha, teriam que ficar calados na Igreja, se Paulo já sabia que a
língua era um mistério e que só Deus entendia, então porque ele colocou como
condição para falar em línguas estranhas a interpretação? Ou seja, ele poderia
dizer: "Gente, não vou nem pedir para interpretar essa língua estranha,
pois sei que ela é indecifrável, o que não aconteceu, é claro.
A língua grega e a língua Hebraica, por exemplo, é estranha para
mim e para todos os irmãos de minha congregação e se algum pregador trouxer uma mensagem em uma dessas línguas, caso ninguém a traduza, só Deus entenderá a
mensagem. O pregador até pode ser edificado, pois ele entende o que está
falando, mas minha Igreja não. Por isso, quando Paulo diz que a língua falada
na Igreja era um mistério que só Deus entendia e que essa língua edificava
somente a pessoa que falava, ele não estava fazendo uma definição de como era o
dom de línguas, mas criticando os irmãos que estavam usando o dom do céu sem
pensar no principal papel de um dom: edificar a Igreja de Deus.
Além do mais, para se falar a língua estranha a pessoa deveria
esperar uma ordem: falar no máximo três pessoas e uma de cada vez (I Coríntios 14:27).
Dessa maneira, percebe-se que o dom de línguas verdadeiro se
evidenciou por capacitar de maneira sobrenatural os homens a falarem em outras
línguas de nações, com o objetivo de atingir um fim proveitoso que era o de
levar a mensagem a toda criatura que estava debaixo do céu. No entanto, a
pessoa que recebia o dom deveria usá-lo com sabedoria e não sem foco. Falar a
palavra de Deus em Hebraico para um brasileiro não era o plano de Deus.
Agora se Paulo repreendeu a Igreja por estar usando o verdadeiro
dom sem o propósito de edificar, imagine o que Paulo falaria caso ele visse
hoje as Igrejas usando um espúrio dom de Línguas que além de não edificar ainda
causa escândalo a obra de Deus? Pessoas falando de uma só vez, com aparência de
loucura, uma língua indecifrável que acompanhada de gritos e movimentos
frenéticos nada tem a ver com que acontecia lá na Igreja de Corinto ou na
descida do Espírito Santo em Atos 2. Certamente que Paulo bradaria: “Que
fizeram com a Igreja de Deus!" Se você ainda está nessa de
"lamaxuria, sirianda, sirimalakaia" saia dessa meu irmão, isso não é
o dom de línguas genuíno...
domingo, 3 de fevereiro de 2013
O QUE DIZEM SOBRE JESUS É O QUE A BÍBLIA DIZ OU O QUE ELA QUER DIZER?
1) Jesus e o Pai são
um, portanto Pai e filho representam um Deus.
Refutação: O fato de haver realmente uma unidade entre Pai e filho não prova
que Jesus é Deus com o Pai, pois em João 17:21 Jesus disse que
os servos de Deus seriam um com o Pai e com ele mesmo, pelo fato dos servos de
Deus serem um com Deus lhes dão autoridade para serem Deus?
Quando a Bíblia diz que vários membros
pertencem a uma unidade, não quer dizer que todos os membros estão no mesmo
nível ou posição. As escrituras dizem que o homem e a mulher é uma só carne.
Duas pessoas e um só governo um só propósito. Mas dessas duas pessoas quem é o
cabeça? O homem, e ainda diz que o homem tem autoridade sobre a
mulher. Jesus e Deus Pai não é um? Sim, mas quem exerce governo sobre o
outro? O Pai exerce autoridade sobre o Filho I Coríntios 11:3
Em Gênesis 41: 39-44 conta
a história de um homem que pode ser considerado como um anti-tipo de Cristo no
Egito. O relato diz que ele ganhou autoridade e prerrogativas de um Faraó. As
pessoas o reverenciaram como um Faraó. José do Egito. José e Faraó eram um,
pois a palavra de José era a mesma de Faraó. No entanto, o texto diz que Faraó
seria maior que José somente no trono. Quem entende os significados espirituais
nos textos Bíblicos entendem que nesse relato estava implícita a relação do Pai
no lugar de Faraó e de Jesus no lugar de José. Jesus é um com o Pai, é a mão
direita do Pai e recebeu o Governo do mundo vindouro, porém no trono o Pai é
maior que ele, o filho é submisso a Deus.
Além do mais, em todas as passagens que
Jesus se refere a Deus, ora se refere a uma terceira pessoa, ELE, ora se refere a uma segunda
pessoa, TU, e nunca se refere a
primeira pessoa, EU ou NÓS, isto é, não se inclui como Deus:
Jesus disse: “Que conheçam a TI (O PAI) como ÚNICO DEUS verdadeiro” E NÃO “Que conheçam a NÓS (PAI E FILHO)
como o único Deus verdadeiro” João 17:3
Jesus disse: “Vocês não leram que O CRIADOR (ELE), desde o
princípio, os FEZ (ELE) homem e mulher” E NÃO “Vocês não leram que NÓS
criadores, desde o princípio, FIZEMOS homem e mulher” Mateus 19:3-6
Jesus disse: “Retira-te Satanás porque
está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ELE (O PAI)darás culto” E NÃO “Retira-te Satanás porque está escrito:
Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a NÓS (PAI E FILHO) darás culto” Mateus
4:9, 10
O adjetivo EHAD (ÚNICO) em hebraico só
está no plural para fazer concordância com a palavra ELOHIN (DEUS) que também
está no plural. Como se sabe, os Israelitas usavam o plural para indicar
qualidade de Elevadíssimo, Altíssimo e não necessariamente que havia
quantidade. Abraão, por exemplo, tinha dois filhos, Ismael e Isaque, e Deus
chamou Isaque de único Filho, ou seja, entre os dois irmãos, Isaque era único e
singular, sem comparações Gênesis 22:2. Assim, quando o Pai disse que ele é o
ÚNICO DEUS estava se referindo a ele próprio, não há mais ninguém como ele! Não
queria dizer que esse ÚNICO, que está no plural, é dois, ou três.
A unidade verdadeira ensinada por Jesus
é que o único Deus, o Pai, está em seu filho, está também nos seus servos
formando um só corpo de membros. Nesse corpo há posições e hierarquias. O
cabeça de todos é o Pai, o Eterno e Elavadíssimo Senhor. Jesus, o cabeça da
Igreja, veio para ser um meio, o único, de se chegar até Deus. Infelizmente
Satanás trocou a posição, o que era para ser o meio se tornou o fim e em muitas
das vezes o que é o fim, Deus, se torna o meio, já que dão a Glória devida do
Pai ao Filho. Assim, milhares de Cristãos que pensam estar adorando um só Deus,
tornam-se idolatras ao transgridirem o primeiro mandamento "não terás outro deus diante de mim" ao dizerem que quando as escrituras rezam que DEUS É UM ela quer
dizer que esse UM é TRÊS (TRINO). Tem dificuldades em entender a palavra ÚNICO
quando se refere a Deus.
2) Jesus Cristo só
era submisso a Deus porque estava como homem na terra, tinha deixado sua Glória
no céu. Filipense 2: 6-11
Refutação: Perceba que o texto não diz que Jesus
era Deus. Diz que ele tinha a forma de Deus, é diferente. É uma comparação em
termos. Quando Deus disse que Arão seria como boca e Moises como Deus usou uma
comparação em termos (Êxodo 4:16; 7:1). Pelo fato de Moisés está
usando uma prerrogativa divina que é a de transmitir a palavra a um profeta,
foi comparado com Deus. Somente por isso foi feito a comparação. Em sentido
amplo ninguém pode se comparar ao Eterno. Jesus tinha a forma de Deus, em
comparação, porque a Glória e o nome do Pai estavam nele e ainda recebeu do Pai
algumas prerrogativas que só pertence a Deus.
Por analogia podemos dizer que José
subsistiu na forma de Faraó quando julgava a terra do Egito, era como Faraó, e
não achou por usurpação ser igual a Faraó, reconheceu que Faraó era
maior que ele, principalmente quando precisou da autorização de Faraó para
trazer sua família para viver no Egito.
Assim, Jesus era como Deus, por ganhar
algumas prerrogativas que só pertencem a Deus, e mesmo assim, com todas essas
prerrogativas, não quis se colocar numa posição que não lhe pertencia, ser Deus
no sentido amplo da palavra. Quando disse que tinha na terra autoridade para
perdoar pecados, mostrou como que ele subsistiu na forma de Deus, pois só Deus
perdoa pecados. Mas quando ele orou suplicando ajuda para suportar as provações,
demonstrou sua condição de humilde servo, de alguém limitado, de alguém que é
como todos os homens: necessitado de Deus. Ao demonstrar essa humildade, Cristo
quis dizer que embora tivesse a forma de Deus, não era Deus.
Então dizer que Jesus era Deus e que
ele deixou sua divindade para se tornar homem humilde com base nesse texto, é
um erro grotesco de interpretação. O texto diz que ele tinha a “forma de Deus”
uma comparação, não está dizendo que ele era Deus de fato.
Ademais, no próprio texto diz que a Glória
que Jesus recebeu quer no céu quer na terra foi porque Deus o exaltou, o
exaltou pela sua fidelidade, porque ele foi fiel e humilde. Diz que ele ganhou
um nome que está acima de todo nome e que todo joelho vai adorá-lo para Glória
do pai, veja PARA A GLÓRIA DO PAI!!
Textos que indicam que Jesus é
subordinado a Deus mesmo depois de sua exaltação:
Hebreus 1: 3,4 - “Depois que ele fez a purificação dos pecados se assentou
a destra de Deus tornando-se superior a anjos” O fato de uma pessoa ser o braço
direito de seu chefe, por exemplo, já mostra que ela é subordinada, uma vez que
ser o funcionário mais importante, o número um, não indica que ela seja o
chefe.
Hebreus 7:20-28 – O Pai constituiu, após a ressurreição, Jesus como Sumo
Sacerdote. Esse serviço faz com que pela intercessão do filho de Deus as
pessoas se cheguem a Deus. Isso não é demonstrar subordinação? Um Deus no
sentido amplo da palavra pode interceder por alguém?
I Pedro 1:3 – Após a ressurreição Jesus chamou o Pai de seu Deus e mesmo muito
tempo depois da ressurreição os apóstolos continuaram dizendo que o Pai é Deus
de Jesus. Assim, pressupõe que Jesus também adora ao Pai e lhe é submisso, caso
ele fosse Deus em pé de igualdade com o Pai, poderíamos trocar as posições, o
Pai também poderia chamá-lo de " seu Deus" já imaginou? O Pai olha
para seu filho e diz: "Meu filho, você é meu Deus!" O que você acha?
I Coríntios 15: 24-28 - Primeiro diz que o Pai vai sujeitar todas as coisas ao filho
para ele reinar. Deus precisa que alguém lhe sujeite alguma coisa? Depois diz
que o próprio filho se sujeitará a Deus para que Deus seja tudo em todos,
inclusive nele próprio. Isso aponta para o futuro e mesmo assim Jesus continua
com mesmo espírito de quando esteve aqui: dependendo de seu Deus.
3) Jesus é Deus, pois
aceitou adoração.
Refutação: Acontece que o mesmo tipo de adoração que Jesus aceitou o Rei Davi
também aceitou e isso não indica que Davi é Deus. (I Samuel 25:23).
Essa adoração é um tipo de reverencia e inclinação que se fazia aos Reis (Salmos
45:11) Nos originais grego a palavra para essa adoração é PROSKUNEO. O
problema é que como os originais do novo testamento foram traduzidos por homens
que criam na trindade na hora que eles viam PROSKUNEO para um rei eles
traduziam com INCLINAR e na hora que a mesma palavra estava se referindo a
Jesus eles traduziam como ADORAR. Para confundir mesmo.
Assim como Davi foi “adorado” como rei
mesmo antes de ser rei de fato, tendo somente a unção de Rei, “adoramos” o
nosso Grande Rei, mesmo antes de sua entronização no trono de Davi seu pai, por
já possuir a unção de Grande Rei sobre monte de Sião.
Agora quando o termo adorar se refere a
prestar culto a uma divindade o termo original não é somente PROSKUNEO, mas
também LATRÉIA. Esse tipo de adoração é somente a Deus, o Eterno e Bendito,
amém. Quando Jesus repreendeu Satanás usou essas duas palavras. Jesus não
aceitou essa adoração. Uma porque ele é sacerdote de Deus, isto é, ele faz
intercessão para que as adorações cheguem ao trono do Pai. Então ele não recebe
as adorações para ele, mas as leva pelo seu mérito até o trono de Deus. Outra
que ele próprio adora o pai diante do trono, afinal o Pai é Deus dele também.
Há alguém sentado no trono que é maior que Jesus e esse alguém é ciumento não
quer dividir a glória que só a ele pertence com ninguém, tudo que filho tem foi
ele quem deu, então muito mais honrado e Digno é o Pai que o filho.
4) Jesus
Cristo é Deus e também criou o mundo? – João 1-3
Refutação: No texto de João é importantíssimo
entender a linguagem do texto, ou seja, se o texto traz uma linguagem literal
(denotativa) ou uma linguagem figurada (conotativa). Quando dizemos que Jesus
era aquele Pão que desceu do céu no deserto estamos usando uma linguagem
figurada, pois Jesus não pode ser um pão no sentido literal. Esse tipo de
associação, relacionar duas coisas diferentes pelo fato das duas possuirem
algum traço comum, é chamado de Metáfora. Pão é uma coisa, um alimento, Jesus é
outra coisa, um homem, mas os dois possuem algo em comum: alimentar as pessoas.
Um alimenta fisicamente e outro espiritualmente.
Desse modo, fica claro que a linguagem
de João é conotativa (figurada), uma vez que não tem como um homem ser
“verbo-palavra” no sentido literal. A metáfora compara a palavra de Deus usada
para dar vida e criar todas as coisas no princípio do mundo, com o Salvador, o
Messias que viria na plenitude dos tempos. Do mesmo jeito que pela palavra a
luz apareceu e a vida surgiu numa terra sem forma e vazia, criando o mundo
natural, Jesus apareceu para dar vida, iluminar e ser instrumento de Deus na
criação do novo homem que nasceria da água e espírito, que traria agora
aspectos do novo Adão, não do terreno, mas do celestial.
Portanto, Deus estava criando o mundo
por intermédio da “palavra” e não de Jesus. Esse instrumento usado, a palavra,
é Jesus somente no sentido Metafórico. A palavra é uma coisa, Jesus é
outra, mas possuem algo em comum: um instrumento para levar a vida ao mundo.
Qual é o sentido da PALAVRA-VERBO ser
Deus? O vocábulo usado para “DEUS” é “ELOHIN” e essa palavra é usada para
representar o” Eterno” como alguém elevadíssimo, altíssimo e Criador do
Universo, por isso que ela está no plural. Mas também esse vocábulo
é atribuído com um sentido menor: um representante do grande ELOHIN um tipo de
instrumento usado por Deus. Como dizemos e vamos estar sempre batendo nessa
tecla, uma vez que acreditamos que os erros de interpretações são justamente
pelo desconhecimento do significado que algumas palavras tinham na antiga
aliança, o fato de alguém ser chamado de “Elohin- deus” não queria dizer
necessariamente que essa pessoa era ELOHIN-DEUS no sentido amplo da palavra.
Tinha que considerar o sentido em que a palavra estava sendo usada. Um mesmo
vocábulo pode ganhar dois ou mais sentido de acordo com o contexto.
Jesus disse em Mateus 23:9 que
não deveríamos chamar ninguém de Pai, porque o único Pai é Deus e ele está nos
céus. Será que quando chamamos nossos pais terrestre de “pai” estamos cometendo
algum pecado? Então quando no quarto mandamento Deus diz para honrarmos nossos
pais, Deus estava cometendo algum erro em usar a palavra pai para se referir a
nossos progenitores? A palavra Pai não deve ser usada no sentido de idolatrar
um homem como Deus, porém com sentido de alguém que nos gerou pode.
A palavra “Elohin-deus” também era
usada para indicar que um indivíduo era um instrumento nas mãos Deus. Os anjos
foram chamados de Deus ( Elohin) Salmo 8:5. Os juízes humanos foram
chamados de “Elohin-deus” Salmo 82:1,6-8 / I Samuel
2:25. “Veja como está o salmo 82 nos originais:
ELOHIN (DEUS) preside a assembléia divina; ali, com os elohin (juízes), ele
julga” e “Vos sois Elohin-deus (Juízes de Israel) sois todos filhos do
Altíssimo (... Levanta-te, ó, ELOHIN-DEUS (Deus criador do universo) julga a
terra.” – Jesus inclusive comentou esse texto João 10:34-35 -
Entenda que há dois “Deus” aí, um representando os juízes e outro representando
o Pai o Eterno. Um para se referir aos instrumentos e meios utilizados por Deus
e outro para o próprio Deus.
Assim, a palavra-verbo como Elohin-deus
foi dada no sentido de mostrar que por meio desse instrumento a Glória de Deus
foi mostrada a um mundo até então informe e sem vida. Deus estava na palavra
Criando e dando vida ao mundo. Por isso que Jesus era a palavra-verbo, por isso
que metaforicamente a palavra criadora da criação representava Jesus. O filho
de Deus é o Elohin-deus de seu pai. Por meio dele como instrumento o Pai se fez
conhecer aos homens” Ele é expressão da Glória e representação exata de
Deus” Hebreus 1:3. “Quem vê a mim, vê o Pai” João 14:9. Esse
é o sentido de a PALAVRA-VERBO ser Deus, representar a Glória de Deus, e não
que a palavra é Deus independente do Pai.
A chave para entender o texto de João
capítulo um é entender o sentido que a palavra “Deus” está sendo empregada para
se referir a Jesus e como vimos, em um sentido conotativo, não literal, uma vez
que ELOHIN-DEUS no sentido elevadíssimo da palavra é dado somente ao Pai e em
toda vida de Jesus aqui na terra ele tentou provar isso mais que ninguém.
5) Havia mais de uma
pessoa na criação?
Refutação: A palavra hebraica para Deus é “Elohin”
e essa palavra está no plural. O fato de ser usada no plural não quer dizer que
há mais de uma pessoa como Deus. Os israelitas usam as palavras no plural para
dizer que algo era elevadíssimo e grandioso. Quando o texto mencionou
“façamos o homem a nossa imagem” foi só uma forma de enfatizar e engrandecer o
momento. Perceba que em todo o capítulo 1 de Gênesis se faz referencia a uma
pessoa criando “E disse Deus” e” criou Deus” e” viu Deus” a exceção é
justamente na hora de criar a obra prima da criação, o homem, o verbo aparece
no plural,” façamos.” Será que o Pai criou tudo sozinho e na hora de
criar o homem chamou o filho para participar? Claro que não, queria dizer em
linguagem hebraica que o momento era ainda mais solene. Em Daniel
capítulo 2: 24 o profeta diz: “REVELAREI (uma só pessoa) o sonho ao
rei”, mas quando foi colocado diante do rei, diante da importância do momento
disse:” Este é o sonho, e a sua interpretação DIREMOS (mais de uma pessoa) ao
rei verso 36” Havia outra pessoa dizendo o sonho ao rei? Não, é só
uma forma judaica de engrandecer o momento colocando as palavras no plural. O
fato das conjugações verbais estarem, em poucas vezes, no plural não indica que
faz referencia a mais de uma pessoa, claro que para uma pessoa de cultura
ocidental entender isso é um pouco difícil, deveria conhecer um pouquinho da cultura
israelita e do povo que foram os guardadores dos oráculos de Deus durante mais
1500 anos. Quando eles liam essa parte da escrituras nas sinagogas eles não
entendiam como sendo mais de um criador lá no Gênesis.
E como já até comentamos acima, Jesus
quando se referiu à criação do homem fez referencia a um só Criador, o Pai,
excluindo-se, “Vocês não leram que O CRIADOR (ELE – o Pai), desde o princípio,
os FEZ (ELE – o Pai) homem e mulher” e “Portanto, o que Deus uniu (ELE) não
separe o homem.” E certamente que essas mesmas palavras se fossem ditas pelo o
Pai, assim seriam ditas: “Vocês não leram que EU, o Criador, desde o princípio,
os fiz homem e mulher. Portanto, o que eu, teu Deus, uni, não deve separar o
homem.” Viu a diferença? Jesus apontou para ELE como o Criador do homem, se
fosse o Pai apontaria para EU como o Criador do homem e da mulher.
Ademais, o Eterno deixa bem claro
em Isaias 44:24 que ele criou tudo sozinho. Acreditamos que
não precisamos pegar um dicionário para entender o significado de “sozinho."
6) Jesus Cristo
é Deus Eterno e Pai da eternidade? - Isaias 9:6
Refutação: Dizer que Jesus é Deus é Pai da Eternidade com base nesse verso é
demonstrar realmente nenhuma intimidade com a linguagem Bíblica. Na antiga
aliança chamar alguém com nome divino era uma forma de louvar a Deus. E nunca o
louvor era para quem recebia o nome.
Em Isaias 7:10-16 há
um fato que serviu de anti-tipo do nascimento de Cristo. Esse acontecimento que
aconteceu nos tempos do profeta Isaias e do rei Acaz teve duplo significado: um
para o contexto em que foi dada a profecia e outro para o surgimento do
Messias. O Emanuel que nasceu nos tempos do Rei Acaz, nos tempos de Isaias, no
passado, era uma figura de Cristo – veja que o texto diz que antes que o menino
aprendesse a reconher o bem ou mal, a terra seria desamparada diante dos olhos
do Rei Acaz. Claro que a virgem aí no contexto queria dizer apenas que uma
determinada moça que ainda não tinha contato com homem iria ter e se
engravidar. Não quer dizer que ficou grávida virgem como Maria – O fato é que
houve no passado um homem que também foi chamado de Emanuel-Deus conosco. Será
que esse homem, que viveu cerca de 500 anos antes de Jesus viver aqui na terra,
era Deus por ser chamado de “Emanuel-Deus conosco”? Receber um nome com
significado espirituais no Antigo Testamento era uma forma de louvar a Deus
pelo nome. O significado do nome não se referia à pessoa que o carregava, mas
sim a pessoa que o dava, no caso, Deus. Desse modo, ser chamado de “Deus
conosco” era uma forma de dizer que Deus era visto por intermédio da pessoa que
carregava o nome e não que essa pessoa era Deus. Jesus foi chamado de Pai da
Eternidade, Príncipe da Paz, Deus Forte porque por meio dele as pessoas viram a
Glória de Deus. Deus estava no filho. Os significados desses títulos se
referiam ao Pai e não ao filho.
Outra passagem que ilustra muito mais
esse conceito é Jeremias 33:16 em que Deus diz que Jerusalém
seria chamada de “YHVH” (Jeová) justiça nossa (o nome de Deus) pelo fato da
Jerusalém ser chamada de YHVH (nome do Eterno) quer dizer que Jerusalém é Deus?
Vamos ter que adorar a Cidade agora? Haveria um louvor a Deus na cidade. A
Glória do Eterno estaria nela.
7) Jesus Cristo é
identificado como sendo o Jeová (YHVH) do antigo testamento
Refutação: E para falar sobre a questão de representatividade na antiga Aliança é
importante entender que homem algum jamais viu a Deus pessoalmente I
Timotéo 6.15,16 Êxodo 33:20-23) O mais sortudo foi Moisés que viu o
Eterno pelas costas.
Então como entender alguns textos que
dão a entender que o próprio Deus descera a terra para interagir com os
seres humanos? (Gênesis capítulos 18:2 20-22
Gênesis 32:29-32 Juízes 6 Juízes 13:3; 6; 9; 13; 16,21,
21,22 / ) Jacó chegou a exclamar que iria morrer por ter visto Deus face a
face. Abraão recebeu "Jeová" em sua própria casa e lhe serviu comida
e bebida. Em todos esses textos vemos Deus falando diretamente com seus
interlocutores e observando o diálogo entre eles realmente parece que Deus está
frente a frente com as pessoas.
A maioria das vezes que Deus queria
transmitir uma informação importante ao seu povo ele transmitia por meio de
seus profetas. Através de sonhos e visões o profeta recebia a mensagem e a
retransmitia ao povo de Deus. Só que em algumas vezes a interação entre Deus e
as pessoas pareciam ser pessoal, ou seja, realmente parecia que Deus estava no
mesmo lugar que seus interlocutores e isso tem causado extrapolações
interpretativas das escrituras ao dizerem que o Deus que descia na terra na
forma de Anjo era o próprio Jesus.
Por que esse Deus que descia para
interagir com os homens não era Jesus? Por que em todos esses textos a
escritura fala que o “homem” ou o “mensageiro” que lhes aparecera era realmente
o Anjo do Senhor. Jesus só é mencionado como o Anjo da Aliança (Malaquias 3:1)
nas escrituras pelo significado da palavra, mensageiro, mas Jesus não tinha
natureza de Anjo. Veja em Hebreus capitulo 1:5 Paulo dizendo
que não foi aos Anjos que Deus fez a promessa: “eu lhe serei Pai, ele
me será filho” observe que os verbos estão no futuro porque a promessa
foi feita no passado. Se Jesus era um Anjo antes de descer do céu, então o Pai
fez a promessa enquanto ele tinha a natureza de Anjo. Paulo não poderia ter
feito esse comentário como fez em Hebreus. Logo, Jesus não tinha a natureza dos
espíritos ministradores que são enviados para auxilio dos que herdarão a vida
eterna! (Hebreus 1:14)
Além do mais, não podemos esquecer que
quando Deus descia para dialogar diretamente com os seres humanos, num primeiro
momento, quem testemunhara o encontro dizia que tinha visto um Anjo na forma
humana. Seria loucura dizer que essas pessoas só falaram que viram a Deus
porque, à medida que iam interagindo com o ser celestial, percebiam que a
pessoa que lhes falara era Jesus. Elas não conheciam a imagem de Jesus!!
A impossibilidade de Jesus ter tido uma
natureza de Anjo na antiga Aliança faz alusão, também, a impossibilidade de
Jesus ter sido o Arcanjo Miguel das escrituras, uma vez que todo Arcanjo também
é um Anjo, um chefe de Anjos, mas com natureza de Anjo. Muitos dizem que pelo
fato do nome “Miguel” ter o significado de “ quem é como
Deus?” prova que Miguel é Jesus, pois ninguém é como Deus a não ser Jesus, o
que não é verdade. Já comentamos que quando uma pessoa recebia um nome com
significado não queria dizer que o significado se referia a própria pessoa, mas
que os significados eram um tipo de louvor a Deus. Então o nome Miguel dado a
esse Arcanjo era apenas um louvor ao Eterno nosso Deus, pois sabemos que ninguém,
nem na terra e nem no céu, nem o próprio filho é semelhante ao altíssimo em
sentido amplo da palavra.
Qual é a chave para se entender essas
passagens? Simples, usando, por associação, o uso das
tecnologias humanas para se entender um pouco mais a tecnologia
celestial. Quando você liga para uma pessoa que estar no Japão, por
exemplo, você faz com que a sua presença, não pessoal, a sua presença virtual
esteja lá. A pessoa olha para o celular e, caso o telefone tenha recurso como
Skype, consegue até te visualizar. Alguém que ouve o diálogo sem notar o
contexto, isto é, que a comunicação está se dando pela mediação de um aparelho,
a jugar pelas vozes, pode até pensar que realmente as duas pessoas estão face a
face e de certo modo estão face a face, só que uma se faz presente pela
presença física e real e a outra se faz presente pela mediação de um aparelho.
Assim, há possibilidade de uma pessoa dizer que me viu e falou comigo lá
no Japão sem eu nunca ter saído do Brasil.
Da mesma forma que a tecnologia e o
aparelho telefônico liga duas pessoas que estão em pontos diferentes para se
comunicar, os Anjos faziam a conexão entre o trono do Altíssimo e os filhos dos
homens.
No episódio da Sarça Ardente (Êxodo
3:1-6), por exemplo, diz que apareceu o Anjo do Senhor na Sarça e de repente
Deus começa a falar do meio da sarça “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de
Abrão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.” Na entrega dos dez mandamentos, em
todo momento parece que o próprio Deus está ali pessoalmente falando e
interagindo com as pessoas (Êxodo 19:18 -21, 20:1,19,24:16,24:12).
No entanto, o discípulo Estevão diz em Atos que realmente quem falou e entregou
as tábuas da lei foi o Anjo do Senhor (Atos 7:30,35,38,53) e
Paulo acrescenta “ a lei foi entregue por meio de Anjos” (Gálatas
3:19).
Alguém pode perguntar: “Era Deus ou os
Anjos que esteve diante do povo na entrega dos mandamentos?” Claro que era
Deus, agora a pergunta chave é “ Era Deus de que forma? Pessoalmente? Não. Era
Deus usando seus instrumentos como meio de comunicação. As palavras que saiam
da boca do Anjo eram diretas do céu, “ viste que dos céus eu vos falei” (Êxodo
20:22). Se a tecnologia humana, que é infinitamente menor que a
celestial, é capaz de te fazer “onipresente”, Deus não seria capaz de
estar sentado em seu trono no céu e ao mesmo tempo interagindo com os seres
humanos aqui na terra? Desse modo, era assim que Deus descia para falar com as
pessoas e não que Deus desceu pessoalmente à terra ou que o Deus visto era Jesus.
JESUS NÃO FOI O ANJO MEDIADOR DA ANTIGA ALIANÇA!!! O autor de Hebreus contrasta muito bem o que aconteceu no Sinai com que aconteceu no ministério da Nova Aliança: " Você não estão se achegando a fumaça e ao fogo palpável ou ao som das palavras ,ao Sinai" continua " Mas vocês chegaram ao Monte Sião, à cidade do Deus vivo,a Jerusalém celestial, e a JESUS O MEDIADOR DA NOVA ALIANÇA!!! Hebreus 12:18-24 Viu? Somente na nova aliança é que nos achegamos ao Messias. O salvador na Antiga Aliança se deu somente pela figura do cordeiro que foi morto como testamento.
Usando o mesmo conceito que aprendemos
sobre como Deus estava nos Anjos visitando as pessoas, podemos entender porque
algumas passagens da Antiga Aliança dão a entender que o Messias é próprio Deus
ou o próprio "Jeová":
“Preparei o caminho para YHVH (Senhor)” Isaias
40:3 “ YHVH ( Senhor) justiça nossa” Jeremias 23:5,6 “YHVH(
Senhor) “é avaliado por 30 moedas” Zacarias
11:12-13 “ Virá o YHVH ( Jeová) com todos os seus
santos” Zacarias 14:5. Interessante que essa passagem de Zacarias
fala da volta de Jesus.
Assim como as pessoas viram a Deus na
representação dos Anjos que lhes apareceram como porta-vozes direto do céu,
assim se vê também Deus, (YHVH), na pessoa de Jesus. Isso é bem explicado pelo
Mestre quando ele diz que quem o ver ver o Pai. Isso jamais quis dizer que
Jesus é próprio YHVH( Deus).
8) Jesus é o verdadeiro Deus e a vida
eterna - I João 5:20
Refutação: Esse verso deve ser entendido dentro do
contexto do capítulo. No verso 3 e 4 fala algo sobre o amor de
Deus e sobre as pessoas que são nascidas de Deus. No verso 9 fala sobre o
testemunho de Deus que é seu filho. E o tema Deus Pai aparece como ideia
principal em todo o texto, verso 11 é Deus que nos deu a vida
Eterna por meio do filho, verso 16 e 18 aparece que Deus dá a
vida quando oramos por uma pessoa e no verso19 diz que somos de Deus.
O verso 20 é uma
continuação do tema Deus Pai dos versos anteriores. Uma leitura superficial
desse verso pode parecer que o tema principal do verso é Jesus, o que não é
verdade.
Leia o texto e faça uma pergunta para
compreensão do texto: Quem é que deu entendimento para reconhecermos o
verdadeiro, o filho de Deus? Só pode ser Deus, afinal o filho não poderia
dar entendimento para reconhecer seu Filho Jesus não é? Ou seja, a correta
paráfrase do texto é: Esse Pai que nos deu entendimento para
reconhecermos o verdadeiro que é seu filho é o verdadeiro Deus e a vida Eterna.
O termo Deus é dado ao Pai celestial e não ao filho.
Querido irmão, a Bíblia diz que a
grande prostituta embebedou todas a nações com o vinho da sua prostituição. Se
você tem ouvido para entender, ouça, e fuja de Babilônia. Deus é um só, o Pai.
Jesus veio para nos aproximar e nos reconciliar com Deus. Jesus não veio para
dizer que ele é Deus. Não adianta distorcer as escrituras para apoiar uma
doutrina pagã, a doutrina de um só Deus, o Pai, é desde os tempos antigos. O
Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus de Israel. Esse Deus que Jesus também
exaltou. Eu te convido a adorar esse Deus, único. Agora se você quiser
continuar adorando um Deus triúno, lavo minhas mãos por você.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
DE QUE FORMA JESUS CRISTO PRÉ-EXISTIU?
1) Será que Deus passa a conhecer as
pessoas ou qualquer outra coisa somente a partir de sua criação ou existência? Romanos 4:17
R. Não. Para nós a existência de uma
pessoa ou de qualquer outra coisa se limita a sua origem de fato, no entanto,
para Deus as pessoas e todas as coisas são conhecidas por ele desde a
eternidade. Deus constitui Abraão como Pai das nações quando ele ainda nem
sequer tinha filho. “O verbo não está no futuro “te constituirei”, mas no
presente” te constitui”, para Deus ele já era pai de muitas nações.
Outros exemplos de
pessoas e coisas que pré-existiram somente na visão de Deus:
a) Jeremias foi ungido como profeta antes de seu nascimento: Jeremias 1:4
b) Ciro, o Rei, foi chamado de ungido e servo de Deus cerca de 150 anos
antes de nascer e Deus ainda menciona o nome que ele iria ter: Isaías 45:15
c) Os filhos de Deus foram escolhidos antes da fundação do mundo, ou seja,
Deus já conhecia cada um de nós, por nome, antes da fundação do mundo, Deus já
contemplava seus filhos na Glória. Efésios 1:4, 5
d) O sangue que Jesus iria derramar na cruz foi conhecido por Deus antes da
fundação do mundo I Pedro 1:19, 20
e) O Reino vindouro já estava preparado desde a fundação do mundo Mateus 25:34
f) Jesus como o cordeiro que tiraria o pecado do mundo já estava morto
quando o mundo foi criado – do ponto de vista de Deus Apocalipse 13:8
Espero que você
tenha percebido com os exemplos acima que antes de uma pessoa nascer
fisicamente, ela já existia na mente e nos planos de Deus.
2) A
pré-existencia de Jesus está no plano literal, ou seja, ele existiu de fato
antes de nascer no ventre de mulher ou somente no plano e projeto de Deus? Hebreus 2:7, 8
R. A pré-existência de Jesus está
somente no plano e na mente de Deus, como os exemplos acima, a existência e a
criação de Jesus como pessoa de fato se concretizou somente a partir do momento
em que ele foi concebido no ventre de Maria.
No texto, o verbo fazer “foi feito”
está no sentido de “dar existência” ou “criar.” Quando Paulo fala que o
primeiro Adão “foi feito” alma vivente, fala do momento em que Adão veio à
existência.
Acreditar de outra forma não teria
sentido, isto é, que Jesus já existia com uma natureza antes e foi criado
novamente em outra natureza, humana, uma vez que se assim fora o verbo fazer
estaria incorreto no texto de Hebreus, pois o texto diz “foi feito”,
isto é, não dá para você dizer que está criando alguém que já existia antes, no
máximo que caberia, do ponto de vista lingüístico, é “recriar” ou “refazer”
“Ele foi refeito um pouco menor que os Anjos”, mesmo assim seria um dilema,
pois Deus pode refazer o nosso caráter, nosso corpo, agora nos refazer como ser
é no mínimo estranho, alguém que subsiste como Anjo ou como Deus ser refeito
como homem é algo que foge da coerência Bíblica, porém o texto usa “fazer” o que remete ao momento exato em que
alguém surge como um ser.
O fato é que Jesus como “ser” como
pessoa é o filho de Deus. A Bíblia diz que o motivo de ele ser chamado de Filho
de Deus é o fato de ele ter sido gerado pelo Espírito do Eterno no ventre de
Maria “Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo de
envolverá... por isso o ente Santo que há de nascer será chamado “Filho
de Deus!” Lucas 1:35 Se ele é chamado hoje de “Filho de Deus” é por causa de seu nascimento
singular, caso ele existisse antes, ele era chamado de que?
3) Jesus
não era Deus antes de nascer como homem? I Timóteo 2:5
R. Não. Acreditar que Deus, que tem
uma natureza única, pode ser recriado por outro Deus (o Pai) em um ventre
humano, deixando a natureza de Deus e asumindo à natureza humana, chega até ser
uma aberração teológica!!
O texto de Timóteo diz que Jesus,
após sua exaltação, tornou-se um mediador para aproximar as pessoas a Deus, e
diz que esse intercessor é homem.
Pois bem, se ele era Deus exaltado
antes de se encarnar, subtende-se que ele sentava, não à direita, mas no
próprio trono com o Pai. Os dois ficavam sentados no trono recebendo adorações
de seus fiéis. Pressupõe também que eles tinham intercessores – os sacerdotes
da antiga Aliança eram intercessores de Deus, por exemplo.
Então Jesus deixa sua Glória no céu –
pensando como muitas pessoas pensam - e desce como homem. Uma espécie de
homem-Deus. Após “deus” ser ensinado, ter mãe (Maria é a mãe de Deus) e de
morrer, ou seja, para muitos “Deus” morreu, e cumprindo sua missão direitinho,
como servo fiel e humilde, sobe ao céu para ser exaltado pelo Pai. Senta a
direita de Deus. Passa a ser o homem que vai mediar os serviços sagrados para
Deus. Ninguém jamais poderia se aproximar do Eterno sem passar por ele.
Se ele já era Deus antes de se
encarnar, se estava sentado no trono com o Pai, após seu sucesso como homem na
terra, não deveria ele subir e assumir o posto de Deus novamente? Pois se
alguém é Deus e ganha uma promoção para ser homem mediador – Deus jamais pode
se tornar mediador de ninguém, Deus sempre senta no centro do trono – logo,
essa promoção não é exaltação, mas sim rebaixamento. Como alguém que tem
natureza de Deus e ganha natureza de homem pode estar sendo exaltado? Lembrando
que do ponto de vista teológico Deus não pode ser homem de forma alguma. Talvez
seja por isso que o texto de Paulo enfatiza o fato de o mediador ser “homem”,
ou seja, ele é homem - não um homem comum, é claro - mas é homem, não Deus.
Assim, fica claro que é impossível que Jesus tivesse sido Deus antes de nascer
como homem.
Além do mais, a promessa seria que o
Filho iria se sentar a direita de Deus. Imagine, o Pai chega, antes da criação
do mundo, ao “Deus Jesus” (ele não era filho antes de nascer) e diz: “ Olha, não se preocupe, eu
vou honrar sua fidelidade como homem viu, depois de tudo, você vai se tornar
meu braço direito, vai sentar a minha direita” O que você acha? Você é Deus
(Gerente Geral) e depois é exaltado para (Gerente auxiliar) tem sentido? O fato
de a Bíblia falar que Jesus foi exaltado já mostra que ele nunca tinha sido
Deus antes. Hebreus 2:9, Filipenses 2:8-10
(Veja o
estudo completo sobre os motivos de muitos textos darem a entender que Jesus é
Deus, abra a opção " O que dizem sobre Jesus é o que a Bíblia diz ou o que
ela quer dizer?")
4) Jesus não era um Anjo poderoso
(Miguel) antes de vir a esse mundo? Hebreus 1:5
R. Não foi aos Anjos que Deus fez as
promessas, mas ao Filho.
Jesus só é mencionado como o Anjo da
Aliança por causa do sentido da palavra, mensageiro. Jesus não foi Anjo no
sentido de ter uma natureza de Anjo. Paulo diz que não foi aos Anjos que Deus
fez a promessa “eu lhe serei Pai, ele me será filho” observe que os verbos
estão no futuro porque a promessa foi feita no passado. Se Jesus era um Anjo
antes de descer do céu, então o Pai fez a promessa enquanto ele tinha a
natureza de Anjo. Paulo não poderia ter feito esse comentário como fez em
Hebreus. Logo, Jesus não tinha natureza de Anjo!
Alguns dizem que ele era o Arcanjo
Miguel porque o nome Miguel quer dizer “ Quem é como Deus?” Essa interpretação
é incorreta, pois no Antigo testamento, os nomes com significados eram uma
forma de louvar a Deus. Simplesmente há um louvor no nome desse Arcanjo, ou
seja, quem é como Deus? Ninguém! Jesus não é como Deus no sentido Amplo, afinal
ele está à direita do trono e não sentado no trono!! Não se esqueçam. Ademais,
um Arcanjo é um chefe de Anjos, possui natureza de Anjo e como dissemos, Jesus
nunca teve natureza de Anjo.
5) Mas Jesus não é o Primogênito da
Criação? Colossenses 1:13-17
R. A grande pergunta que se deve
fazer diante desse texto é sobre de que Criação o texto está falando. De acordo
com Isaias 65:17 Deus criaria novos céus e nova terra. Paulo fala que Jesus, o último
Adão, é o primogênito dentre os irmãos, ou seja, haverá uma nova criação de
seres celestiais e até a aparição desses moradores, Jesus é o primeiro e único,
por enquanto não há ninguém no universo com uma natureza igual ao do filho de
Deus, ele é o modelo da nova criação de Deus (I Coríntios 15:45-49) Veja que Paulo faz um
contraste, o primeiro Adão, a imagem dos homens terrenos, primeira criação, o
último Adão, a imagem dos homens celestiais, segunda criação.
Veja bem, Romanos 8:29 diz que Jesus é o primogênito entre
os irmãos. Se você conectar esse texto com o texto do segundo Adão você
entenderá o porquê de ele ser chamado de primogênito da criação. Por que dentre
todos os irmãos que possuirão a mesma natureza celestial, ele foi o primeiro e
mais importante. Quero dizer que alguém só pode ser primogênito se
houver outros irmãos da mesma espécie e natureza. Ou seja, se Jesus foi o primogênito da criação de
Deus, antes que o mundo fosse criado, onde estariam seus irmãos da mesma
espécie e da mesma natureza? O suposto Jesus que nasceu antes da Criação do
mundo cuja natureza é indefinida, ou seja, não era Deus, não era Anjo e não era
homem, é o primogênito da nova Criação de salvos? Evidentemente que não, pois
se assim fora a nova criação que existirá deveria ser segundo a imagem do
Cristo pré-existente e não do Cristo que foi feito espírito vivificante!
E há ainda aqueles que pegam o texto
poético e figurado de provérbios 8:24 para dizer que Deus criou Jesus, a sabedoria, como o primeiro ser no
mundo. Entenda que o texto é poético, pois o verso 12 diz que a sabedoria habita com
a prudência. Se
Jesus é a sabedoria então quem é a prudência? Em linguagem poética a sabedoria é Jesus somente o
sentido conotativo. Veja que a sabedoria é o mesmo verbo (logos) que João
menciona no primeiro capítulo. Antes de Deus criar o mundo já havia um projeto,
um plano na mente e no coração de Deus. Esse projeto, esse plano foi
demonstrado através de símbolos como o cordeiro que foi morto para Deus fazer
roupas para Adão. A semente da mulher que esmagaria a serpente. E quando
finalmente Jesus nasceu, a sabedoria, isto é, o verbo se cumpriu. Aquilo que
estava oculto em Deus fora revelado aos homens, esse é o sentido e não que Deus
criou literalmente Jesus antes de criar o mundo.
6) E como entender alguns textos que dão
entender que Jesus desceu do céu?
R. Entender em que linguagem o texto
está, figurado ou literal é indispensável para interpretar essas passagens.
Geralmente os textos figurado são carregados de comparações e metáforas.
No texto figurado, o que se fala não é aquilo que se quer dizer. Por exemplo,
Jesus disse que João Batista era o profeta Elias do tempo dele. Ele falou isso,
mas o que ele quis dizer? Ele quis dizer que Elias reencarnou no corpo de João
Batista? Claro que não!
Veja alguns
exemplos de metáforas e comparações que às vezes confundem:
a) Jesus
não é o pão que desceu do céu? João 6:41
R. no verso 31,32 Jesus menciona uma parte das escrituras que chama o Maná de Pão
do céu. Fez uma comparação, ou seja, o maná que desceu do céu lá no passado
para alimentar fisicamente o povo, simbolizava ele como o verdadeiro Maná que
alimenta o povo de Deus espiritualmente para a vida Eterna. Perceba no verso 51 que ele fala que o Pão que desceu do
céu é sua carne, isto é, como pode um pão ser carne e ainda descer do céu?
Então o mesmo sentido para explicar como o maná desceu do céu, ou era do céu, é
usado para mostrar como Jesus desceu e é do céu, não podemos acreditar que o
Maná foi chamado de Pão do céu por ter sido feito lá no terceiro céu, não é
verdade? O termo do céu ou desceu do céu tem o sentido de dizer que foi
planejado por Deus e usado a tecnologia celestial na preparação. Da mesma
forma, Jesus desceu do céu, porque a sua criação não foi desse mundo, mas lá do
alto, a virtude do Espírito o gerou no ventre de Maria, o plano veio de Deus.
Em II Coríntios 5:1-4 Paulo fala que o corpo glorificado
dos santos está lá no céu e o chama de habitação celestial. Se em I Tessalonicense 4:16,17 está escrito que os corpos dos santos
serão transformados por ocasião da volta de Jesus (I Coríntios 15:50-54)
aqui na terra, como entender o que esses textos querem dizer, realmente eles
falam que os corpos dos servos de Deus estão no céu, mas o que ele querem dizer
com isso? Os corpos irão descer literalmente do céu para encaixar nas almas do
povo de Deus? Claro que não! O corpo será do céu porque a “tecnologia”
empregada na transformação virá direto do trono do Eterno. Claro que poderemos
até dizer de forma figurada que nosso corpo vai descer do céu, lógico, de forma
figurada, jamais literalmente. E ainda, na Glorificação seremos chamados de seres celestiais sem nem sequer ter ido ao céu I Coríntios 15:47-49. Logo, o sentido de Jesus ter “descido” ou de ele “ser” do céu não é
literal, mas figurado.
7) A
Bíblia não fala que Deus enviou seu filho? João 3:17 Claro que ela fala isso, porém o que ela quer dizer?
R. Muitas pessoas entendem esse verso
como que se Jesus estivesse junto com Deus lá no terceiro céu e Deus o enviasse
de um lugar para o outro, o que não é verdade. Em João 1:6 fala que João Batista foi um homem
enviado por Deus e isso não indica que João estava lá no céu com Deus e Deus o
enviou. O termo “enviar” é só para indicar que alguém está indo em nome do
Senhor.
Infelizmente, a maioria das doutrinas
cristãs que falam da pré-existencia literal de Jesus se aproximam das doutrinas
espíritas. O ensino da reencarnação, por exemplo, diz que os homens uma vez
criados não necessitam mais de serem criados novamente, pois como eles
pré-existiram em outras vidas, só lhes faltam serem gerados em determinadas
épocas para aperfeiçoar o espírito. Então não poderia dizer que uma pessoa
seria “feita” no momento do seu nascimento, pois ela já existiu antes, só vai
mudar a forma e o corpo. Do mesmo modo, as igrejas hoje dizem que Jesus
pré-existiu literalmente e que não foi criado no momento de sua concepção, mas
somente gerado. Dizem também que seu espírito (mente) foi aperfeiçoado na
obediência e depois da ressurreição, ressurgiu novamente em outro corpo
Glorificado. Ou seja, espantam-me as semelhanças entre a crença de Alan Kardec
e os ensinamentos das Igrejas de nossos dias!
Para quem tem ouvidos, é fácil de
entender, Jesus pré-existiu sim, mas no plano e no projeto do Pai, ele estava
no seio do Pai, ele estava com o Pai desde o começo, não literalmente falando,
mas sob o ponto de vista de um Deus que vê o futuro. Esse Jesus que existia
somente no plano (o verbo) se tornou carne. Venceu e foi exaltado pelo Pai,
sentado à direita do Altíssimo Deus. Ponto final...
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